Vazou pela Internet um banco de dados online com nomes de informantes de todas as polícias estaduais dos Estados Unidos, bem como do FBI. O site também revela identidades de agentes infiltrados. De acordo com o jornal New York Times, o site já identificou mais de 4,3 mil informantes e 400 agentes disfarçados, infiltrados em organizações cirminosas. A maioria das informações foi obtida legalmente e de graça, pela própria Internet: os tribunais sempre publicam relatórios com os nomes dos envolvidos.
O site, chamado de "Who's a Rat?" (Quem é um rato?) cobra uma pequena taxa dos interessados nas informações. Em inglês, chamar alguém de "rato" também é bastante pejorativo e indica que a pessoa é desprezível.
Os juízes e agentes policiais americanos já estão tomando providências. Segundo o jornal USA Today, já há casos de agentes sendo mortos por informações divulgadas no site. Além disso, as organizações criminosas e mesmo cidadãos estão ameaçando o público em geral para que não cooperem mais com a polícia. As ameaças vão desde agressão até assassinato.
Ronald Teachman, chefe de polícia na cidade de New Bedford, Massachussets, conta que muitos casos graves, incluindo de homicídio, não estão sendo resolvidos porque as testemunhas - e mesmo as vítimas - estão com medo de falar. Citando um recente tiroteio na cidade, Teachman desabafa: "Esses garotos não têm medo de morrer, mas têm opinião formada de que a coisa mais desonesta e desprezível que poderiam fazer é cooperar com a polícia".
O fundador do site, Sean Bucci, é um ex-DJ de Boston. O site foi colocado no ar depois que ele foi preso por vender maconha a granel em sua casa. Com a desculpa de "dar meios de defesa para os acusados de crimes que não possuam recursos financeiros", a iniciativa parece estar ajudando apenas e tão-somente a criminosos. Por isso mesmo, acendeu uma discussão violenta nos Estados Unidos sobre onde se deve traçar a linha divisória entre a liberdade de expressão e a atuação policial. O endereço do site é WhosaRat.com.
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