Em um acordo inédito do Google no Brasil, o gigante da internet vai identificar para os Ministérios Públicos dos Estados os autores de crimes contra a vida, incluindo ameaças, que venham a ser praticados pelo site de relacionamentos Orkut, mantido por ela, independentemente de ordem da Justiça.
Além disso, o Google criou ferramentas que permitem à empresa norte-americana ampliar de seis meses para dois anos o armazenamento dos dados das páginas do Orkut, de forma que autoridades brasileiras tenham mais tempo para acelerar processos criminais e possam ter essas páginas como provas de eventuais crimes.
O primeiro acordo com esses termos foi assinado nesta segunda-feira entre o Google Inc. --matriz do Google Brasil-- e o Ministério Público de Minas Gerais. Outras ferramentas já disponibilizadas à Polícia Federal e ao Ministério Público do Rio de Janeiro também estão incluídas no acordo, como retirada das páginas consideradas criminosas em até 24 horas e acesso facilitado ao Orkut.
Até então, autoridades brasileiras dependiam de ordem judicial para que o Google fornecesse as informações que dispõe sobre o autor da página no Orkut, como eventualmente nome de registro e o IP (código que identifica o computador). Agora isso não será mais necessário para homicídios e ameaças de morte.
Para todos os outros tipos de crime, as autoridades ainda terão que recorrer à Justiça para obter os dados de autoria das páginas. Mas a página suspeita poderá ser retirada do ar poucas horas após ser identificada, já que está sendo aberto um canal entre a empresa nos EUA a equipe da promotoria encarregada da fiscalização das páginas do Orkut, por meio de acesso exclusivo.
Regulamentação
Ainda não há regulamentação sobre o uso de documentos, como CPF e identidade, para a identificação do autor de páginas na internet. O Congresso ainda discute essa questão.
O Orkut tem cerca de 55 milhões de usuários no mundo, dos quais cerca de 36 milhões se declaram brasileiros.
"O conteúdo do Orkut é eminentemente saudável, mas tem abusos. E o Google Inc. repudia o conteúdo não-saudável, indesejável e criminoso. Daí essa colaboração com o Ministério Público e com as autoridades brasileiras para, de uma maneira geral, coibir esse tipo de atividade", disse o advogado Durval Noronha, procurador do Google Inc. no Brasil.
Segundo ele, o mesmo acordo será assinado terça-feira (12) com o Ministério Público de Pernambuco. Além de negociações individuais com as Promotorias nos Estados, o Google deve assinar esse pacto em breve com o Conselho Nacional dos Procuradores Gerais de Justiça.
"O importante é que o Google está se abrindo ao Ministério Público. Teremos melhores instrumentos para combater os crimes na internet", disse o procurador-geral de Justiça de Minas, Jarbas Soares Júnior.
quarta-feira, 20 de junho de 2007
Tempo do brasileiro na internet atinge maior marca desde 2000

O tempo de navegação dos internautas brasileiros aumentou 3,9% na comparação de abril com março deste ano. Os usuários ativos de internet no país navegaram 49 minutos a mais em relação ao mês anterior, anunciou nesta terça-feira o Ibope/NetRatings, que mede o mercado brasileiro de internet.
São considerados usuários ativos as pessoas que acessam a rede ao menos uma vez por mês de casa. O internauta brasileiro passou, em média, 21 horas e 44 minutos on-line no último mês, maior marca desde setembro de 2000. "A influência de melhores conexões e conteúdos mais atrativos e que demandam mais tempo do usuário ajudam a explicar esse novo recorde", comenta Alexandre Sanches Magalhães, coordenador de análise do Ibope.O número de pessoas com acesso à internet manteve-se em 25 milhões de brasileiros, enquanto o número de brasileiros com acesso à web em qualquer ambiente --casa, trabalho, escolas, universidades etc-- subiu 0,8%, passando de 32,9 milhões para 33,15 milhões.Segundo a metodologia do Ibope, o internauta brasileiro é o que passa mais tempo na rede. Estados Unidos, com tempo médio por internauta residencial de 18 horas e 49 minutos, França, com 18 horas 32 minutos, Espanha, com 18 horas 30 minutos, Japão, com 17 horas 39 minutos e Austrália, com 17 horas 38 minutos por pessoa foram os países que mais se aproximaram do Brasil.
São considerados usuários ativos as pessoas que acessam a rede ao menos uma vez por mês de casa. O internauta brasileiro passou, em média, 21 horas e 44 minutos on-line no último mês, maior marca desde setembro de 2000. "A influência de melhores conexões e conteúdos mais atrativos e que demandam mais tempo do usuário ajudam a explicar esse novo recorde", comenta Alexandre Sanches Magalhães, coordenador de análise do Ibope.O número de pessoas com acesso à internet manteve-se em 25 milhões de brasileiros, enquanto o número de brasileiros com acesso à web em qualquer ambiente --casa, trabalho, escolas, universidades etc-- subiu 0,8%, passando de 32,9 milhões para 33,15 milhões.Segundo a metodologia do Ibope, o internauta brasileiro é o que passa mais tempo na rede. Estados Unidos, com tempo médio por internauta residencial de 18 horas e 49 minutos, França, com 18 horas 32 minutos, Espanha, com 18 horas 30 minutos, Japão, com 17 horas 39 minutos e Austrália, com 17 horas 38 minutos por pessoa foram os países que mais se aproximaram do Brasil.
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